Graças aos avanços da medicina e à melhoria das condições de vida, hoje se vive mais.
No entanto, a qualidade de vida é comprometida por problemas de saúde que surgem à medida que nossa população torna-se mais idosa.
A osteoporose é um deles.
O Brasil tem cerca de 10 milhões de pessoas com a doença, que é caracterizada pelo enfraquecimento dos ossos e o aumento do risco de fraturas.
E os levantamentos apontam que 20% dos brasileiros – cerca de 30 milhões de pessoas – correm o risco de desenvolver a Osteoporose nos próximos anos, segundo dados informados no último Congresso Mundial de Osteoporose, que aconteceu este ano no Rio de Janeiro.
A Osteoporose é uma das doenças mais comuns e debilitantes.
Resulta em dor, perda de movimento, inabilidade de desempenhar as atividades diárias e, em muitos casos, morte.
Entre os principais fatores que contribuem para o risco da doença estão o tabagismo e o sedentarismo.
“ExercÃcios durante o inÃcio da vida aparecem como importantes na prevenção de futuras doenças ósseas, enquanto estar acima do peso aumenta o risco de fraturas”, informa a médica endocrinologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica/ DASA, Yolanda Schrank.
Segundo ela, a osteoporose é uma doença do osso que se caracteriza pela diminuição da densidade óssea, ou seja, o osso torna-se mais fino e poroso.
Essa alteração enfraquece o osso, tornando-o mais susceptÃvel a fraturas, após algum trauma ou até as fraturas espontâneas.
“As fraturas mais comuns são de vértebras (compressão com achatamento da coluna levando à diminuição da estatura), quadril, punho, costelas e colo do fêmur”, comenta Dra. Yolanda.
A densitometria óssea é o exame recomendado no diagnóstico da osteoporose.
Ela fornece a medida quantitativa da perda de massa óssea.
O exame não é invasivo nem doloroso. A maior parte das avaliações mede a densidade do osso em pelo menos dois locais: coluna lombar e fêmur.
A comparação dos resultados obtidos do paciente, com os valores de referência para uma população semelhante (em idade e sexo) possibilita verificar o grau de comprometimento ósseo.
O teste deve ser realizado em todas as mulheres após a menopausa e, eventualmente mais cedo, em indivÃduos com pelo menos dois fatores de risco para osteoporose assim com naqueles com queixas sugestivas da doença.
Entre os sintomas da doença, Dra. Yolanda Schrank cita a diminuição da massa óssea, mesmo em nÃveis que podem ser caracterizados como osteoporose e não acarreta sintomas.
A osteoporose funciona, desta forma, como um ladrão silencioso que, de maneira lenta e progressiva, promove a perda de massa óssea, até que o osso fica tão fraco a ponto de não suportar o esforço mecânico, ocorrendo a fratura.
Neste momento, ou seja, já num estágio mais avançado da doença, aà sim o paciente pode apresentar dor, esclarece a médica.
A osteoporose é uma doença que afeta principalmente mulheres na pós-menopausa caracterizada por uma fragilidade nos ossos.
Segundo Dra. Yolanda Schrank, sabe-se que uma em cada três mulheres desenvolve osteoporose no perÃodo pós-menopausa, enquanto nos homens acima de 60 anos, apenas um em cada seis a desenvolve.
Isto é explicado, essencialmente, pela diminuição do estrogênio (principal hormônio produzido pelos ovários) após a menopausa, hormônio este que tem uma ação protetora contra a perda óssea, informa a endocrinologista.
Segundo Dra. Yolanda Schrank, fatores genéticos e ambientais são algumas das causas que podem ser consideradas fatores de risco para o desenvolvimento da doença.
Mas ela cita outros agravantes, como:
• história familiar de osteoporose;
• raça branca ou asiática;
• baixo peso e baixa estatura com ossatura delicada;
• mulheres após a menopausa, sem reposição hormonal;
• idade avançada;
• uso prolongado de determinados medicamentos tais como cortisona, heparina, anticonvulsivantes e metrotrexate;
• doenças que levem à imobilização ou repouso prolongado;
• alimentação deficiente em cálcio e vitamina D;
• alcoolismo;
• tabagismo;
• uso excessivo de café e doenças de evolução prolongada que afetem a calcificação do osso, como algumas doenças reumatológicas, endócrinas, genéticas e hepáticas.
• sedentarismo
• ingestão inadequada de cálcio.
Apesar de todas as implicações, a osteoporose tem tratamento e uma vez diagnosticado e identificado a sua causa, medidas terapêuticas tais como a prática regular de exercÃcios, exposição ao sol, alimentação rica em cálcio e, em alguns casos, medicações especÃficas para manter a massa óssea e tratar a menopausa estão indicadas.
Dra. Yolanda explica que a falta de prevenção da osteoporose resulta em algum tipo de fratura em metade das mulheres ao redor dos 70 anos e em duas em cada três mulheres aos 80 anos de idade.
Ela relaciona a grande importância das medidas preventivas listadas abaixo:
• alimentação rica em cálcio: leite e derivados, vegetais de folhas verdes, carnes e peixes;
• exposição regular ao sol, já que o sol é necessário para a formação de vitamina D no organismo;
• praticar exercÃcios regularmente (pelo menos três vezes por semana) estando indicados em especial exercÃcios tais como: caminhar, correr, dançar, jogar tênis assim como exercÃcios com peso (que além de efeitos diretos sobre o osso, aumentam o tônus e a massa muscular, melhorando o equilÃbrio e prevenindo as quedas);
• evitar os fatores de risco para osteoporose relacionada anteriormente.
Matéria DASA – Diagnósticos da América