
O líder da bancada de oposição na Assembleia Legislativa, deputado estadual Venâncio Fonseca (PP), ocupou a tribuna na tarde de hoje (01), para repudiar o pronunciamento do líder do governo, deputado Francisco Gualberto (PT), que teria se referido com o prefeito de Itabaiana, Luciano Bispo (PMDB), como um “débil mental”. Venâncio condenou a declaração do petista e garantiu que a oposição não vai deixar de fiscalizar e criticar o governo. O deputado também lamentou que os discursos na AL estejam se encaminhando para as agressões verbais entre aliados e adversários do governo.
“Fui líder do governo aqui na AL e jamais levantei a voz para um membro daquela oposição ferrenha que eu enfrentei. Jamais agi como o deputado Francisco Gualberto que hoje destratou um dos maiores líderes do interior sergipano, Luciano Bispo, quando disse que o prefeito tinha que se aposentar como um débil mental”, comentou Venâncio, dizendo ainda que “isso é falta de preparo e de equilíbrio. Pode ser a situação mais adversa, mas o líder de verdade tem que deixar transparecer serenidade para a bancada e não falta de respeito”.
Em seguida, o líder da oposição colocou que “vamos discutir projetos e fazer comparações, mas não querer desqualificar as pessoas. Itabaiana sabe e vai responder muito bem a tudo isso. A oposição não vai permitir falta de respeito aqui”, garantiu.
“Luciano Bispo é prefeito de Itabaiana pela quarta vez e, em nenhum momento, ele disse que era contrário às Clínicas de Saúde. Agora ninguém vai aceitar o que estão fazendo, entregando essas unidades pela metade, em locais sem energia e sem água, como aconteceu em Areia Branca e São Miguel do Aleixo. E aí é para a oposição ficar calada? Derrubaram o hospital de Ribeirópolis para construir uma Clínica. Em Pirambu a Clínica está fechada. Estão faltando médicos ou doentes”, completou o líder da oposição.
Venâncio não poupou críticas ao pronunciamento de Francisco Gualberto. “Quem o ouviu, acha que antes de Marcelo Déda, Sergipe não existia. E que após a saída dele tudo vai acabar porque só o ‘incomparável’ pode fazer alguma coisa por Sergipe. Isso é querer subestimar a inteligência e o direito do povo sergipano decidir. Não vão conseguir isolar um líder como João Alves Filho (DEM) porque ele tem história. Se todos estão juntos para enfrentar João Alves é porque ele é quem está forte. O palanque não é forte, mas sim o povo. A arma de quem não tem argumento é a agressividade para tentar intimidar. Mas é a educação e a gentileza que impõem respeito”, acrescentou, pedindo que atos desta natureza não voltem a acontecer.
Augusto Bezerra
Em aparte, o deputado Augusto Bezerra (DEM) ficou solidário com o prefeito de Itabaiana. “Lamentavelmente a oposição vem constantemente sendo agredida nesta Casa. Agora atingem uma liderança como Luciano Bispo que o povo de Itabaiana todo conhece e respeita. Ele é um líder do povo pobre e de quem quer o bem por aquela cidade. Como ele não é bobo, ele encaminhou toda a documentação referente a essas Clínicas para o Tribunal de Contas”, colocou o democrata.
Arnaldo Bispo
Outro que ficou solidário com o gestor foi o deputado Arnaldo Bispo (DEM), e disse que “é lamentável que o líder do governo nesta Casa não tenha equilíbrio para exercer tal função. Luciano jamais disse que não queria a Clínica. Ele resistiu porque a primeira foi entregue com gambiarras. Quando ela ficou em condições, passou a funcionar normalmente. A segunda pagaram tudo antecipado e nada estava pronto. A terceira Clínica só seria aceita se o governo assumisse qualquer irregularidade. Ele disse que terminaria a obra. Basta agora a autorização do TCE, caso contrário, futuramente o processo virá para o prefeito e não para o ex-secretário”.
“Agora a gente não aceita as agressões porque Luciano é do PMDB e tem posição neste Estado. Eu, Luciano e José Carlos Machado (DEM) marcamos três audiências com o governador em 2009 e não fomos atendidos. Luciano não é igual a alguns políticos que ficam com medo, embaixo dos braços do governador”, assegurou.
Celinha Franco
A deputada Celinha Franco (DEM) disse que “nós estamos em uma democracia plena e temos o direito de contestar. Queria pedir aos deputados mais respeito porque estamos em um ano eleitoral. No mundo o que falta é a paz e não a agressão verbal. Vamos expor as ideologias e os pensamentos, sem deixar de respeitar os outros”.
Habacuque Villacorte, da Agência Alese